Algum pintor mais afoito que os demais, achou por bem dar por ultrapassados o castanho, o fogo e o amarelo outonais, e vestir
Gredos de prata. E que aposta sensacional resultou da ousadia...”uma mulher de sonho”! :)
Aparte a paisagem avassaladora (e infelizmente impossível de descrever), a caminhada foi
fantabulástica. Foi o mais próximo que já estive de ser um cabrito do monte (que também os vi, além de raposas, abutres e até um veado imponente!)... e também de perder nariz, orelhas e dedos à conta da temperatura (ou antes por falta da mesma, digamos em abono da verdade) e do vento glaciar que nos emboscaram de repente, enquanto escalávamos (e eu praguejava e rezava ao mesmo tempo) uma encosta com 50 cm de neve, até à
cabeza del Tormal, a 2198m de altitude.
Lembro-me de estar numa luta acesa com os elementos e as pernas e... no momento seguinte tinha um buff (além do lenço polar que já levava), óculos de sol, um gorro,
unas polainas (é qualquer coisa parecida com umas caneleiras que protegem as calças da neve) e um par de bastões! Da minha pessoa não se via nem a ponta do nariz, mas a verdade é que, apesar do peso adicional, os restantes 20 minutos de subida, se fizeram muito mais acessíveis. Valeu-me a ajuda do grupo (são fantásticos), as minhas super-botas, e o “orgulho tuga” que não me deixa dobrar antes de partir ;)
Prueba superada, dizem eles! Cá por mim, adorei tudo. Parece que passei o dia num desses documentários do
Discovery Channel (só que neste falavam espanhol – estava dobrado!) e, aconselho vivamente a experiência. Ainda não tenho as fotos todas, mas deixo umas pinceladas para aguçar o apetite...




bjico a -5 ºC:)