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segunda-feira, 1 de março de 2010

:)


o ser humano nao foi projectado para estar sozinho, mas para viver em comunidade, com companhia, portanto. de tal forma que, em situaçao de isolamento prolongado nao é de estranhar que comece a alucinar "homenzinhos verdes" com os quais possa manter amenos diálogos, partilhar segredos, rir e expiar mágooas.

às vezes nem sequer se trata de ausência de companhia, mas de algum tipo intrínseo de isolamento, que determina a impossibilidade de comunicaçao. ou ainda pior, dado que dias há, em que nao basta poder comunicar, há necessidade de falar, conversar, articular palavras (o efeito é substancialmente diferente daquele produzido pelo envio de um email ou de uma mensagem, se calhar sintomático da energia também diferente, empregada em cada um destes procedimentos...)

e já se sabe que, quando nao fala a boca, fala o neurónio. e valha-nos Deus ante a quantidade de imbecilidades que um destes exemplares pode debitar por segundo... é assombrosa... dolorosa... e patológica, está bom de ver!

como diria o torga "aqui diante de mim me confesso", porque também já me vi em apertos do género. de qualquer forma, e para que fique claro e se sosseguem os espíritos mais preocupados (?!), "altos e baixos" fazem parte da vida de qualquer pessoa e, nesse aspecto, nao sou especial, do modo que também vou tendo os "meus momentos escuros"! no capítulo dos mimos da família e dos amigos, sin embargo, sou especialÍSSIMA, de modo que, nem que quisesse, conseguiria prolongar estas fases mais obscuras (?!)! - e por falar em coisas positivas... ;)








beijito positivo
ana:)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

liçao de... pesca?!


"cash for work", é o nome de um programa lançado pela Organizaçao das Naçoes Unidas. mais um com o objectivo de ajudar à reconstruçao (morosa e difícil, é verdade, mas ainda assim possível) do país mais pobre da América, devastado há cerca de um mês pela pior catástrofe natural de que tenho memória.

como já se constatou em situaçoes anteriores, em tempo de crise a teoria da relatividade faz-se mais presente e ganha aplicaçao "ao que é do dia-a-dia". em detrimento de querelas crónicas ou arrufos mais agudos, países amigos, inimigos, e aqueles que caminham desde sempre no limbo entre uma coisa e a outra, conjugam esforços no sentido de uma resoluçao o mais breve e vantajosa possível. e ainda que seja necessário montar-se um cenário dantesco como o que vimos no Haiti, aquece-me o coraçao saber que o Homem consegue ser solidário a esta escala, megalómano mesmo, na altura de estender a mao a um povo "em estado de sítio".


a verdade é que sorri ao ler a notícia, nao tanto por se tratar de mais uma ajuda, mas acima de tudo pela forma inteligente como esta será prestada. foge ao erro fácil (e comúm) que é "dar o peixe", e em vez disso, "ensina a pescar". faz de cada haitiano, nao um desgraçado que recebe passivamente tudo o que lhe possam oferecer, mas antes um elemento activo, uma força de trabalho, uma peça importante no funcionamento da máquina projectada para tirar o país do buraco (bem vistas as coisas, faz de cada haitiano aquilo a que comummente chamamos cidadao). dou graças pela cabeça que pensou esta ideia (e rezo para que continue com o mesmo ímpeto de produtividade) que, mantendo a solidariedade como premissa, consegue fazer do elemento necessitado, alguém com voz e vontade, alguém com capacidade para consertar e reconstruir. alguém que, na altura de fazer um balanço, vai poder olhar para trás e sentir orgulho, porque o feito alcançado também terá sido fruto do seu esforço, do seu suor, da sua entrega. e, se nao fôr por outro motivo, ao menos por esse, será algo porque valerá a pena continuar a trabalhar.
beijito optimista
ana:)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

questao de português (ou nao...)


é ponto assente que “crer” e “querer” sao palavras distintas, com significados diferentes e fáceis de entender. o problema surge quando, ante determinadas situaçoes, se faz ténue a linha que separa estes dois conceitos, tornando-se entao fácil a confusao entre “aquilo que se deseja” e “o que se acredita que vai ser”.
por mim falo, eu que sou convicta das minhas crenças, e que distingo perfeitamente o que desejo do que prevejo... pelo menos na maior parte das vezes. casos há em que se vergam a clareza de ideias e a capacidade de raciocínio ao poder do que passa no peito, de foma que, enquanto a boca verbaliza uma suposta convicçao, o cérebro procura (na clandestinidade e sem fazer muitas ondas - para nao magoar, ja que a tomada consciência de que afinal o "crer" é apenas "querer" doi!) a raíz onde esta se agarra. porque nao se trata de falta de honestidade, senao de falta de lucidez (ou excesso de vontade, digamos em abono da verdade).
nao estou segura de me fazer entender. às vezes as ideias sao claras e objectivas na minha cabeça, adquirindo contornos de enigma quando as passo para o papel (culpa da caneta, seguramente, nunca da mao que a conduz!). a questao é que por vezes, à força de tanto desejarmos uma coisa, acabamos por aceitá-la como uma convicçao, e nao como um desejo que é. mais, acreditamos que mais cedo ou mais tarde, será algo concreto, real portanto.
ao fim e ao cabo (e depois das voltas do costume, que nao gosto de conclusoes rapidas), onde pretendo chegar, é à conclusao de que esta mistura entre “o que se quer” e “o que se crê”, ao contrário de nefasta, pode trazer consequências muito positivas, na medida em que funcionar como força (seiva nutritiva, vento impulsionador, o nome é questao de conveniência – ou de veia poética, está bom de ver) para continuarmos a acreditar e a perseguir sonhos e desejos. de acordo com este ponto de vista, aceita-se a confusao, desde que esta sirva o bem maior da procura da realizaçao pessoal e, no fim de contas, da felicidade.
beijito emigrado
ana:)

p.s. nao tenho fotos comigo:/ (e peço desculpa pelo português, mas o teclado francês nao deixa mesmo fazer melhor - e da ganas de atirara c'o copmputador a parede...arfff!)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quid pro quo

a vida é uma troca!

do que vamos conquistando (e independentemente da justiça/injustiça da conquista), acabamos por pagar sempre um preço... ainda que o facto passe despercebido na maioria das vezes. "a vida é injusta", é o sentimento verbalizado ante a impossibilidade de se ter tudo o que se deseja. a condiçao de "comuns mortais" tolda-nos a vista no que a este aspecto diz respeito, e no equilíbrio da troca, alucinamos injustiça e falta de sorte.


e nem se trata de imaturidade ou inexperiência, senao de incapacidade inata para entender esta ciência da contrapartida, de acordo com a qual nao adianta "desejar com todas as forças", nem mesmo "correr muito atrás". bem vistas as coisas, até o génio da lâmpada tinha capacidade limitada!


.................. tinha pensado esta ideia no papel há uns meses ....................


reli-me, como fiz uma série de outras vezes, com a diferença que desta feita, nao posso assinar por baixo. porque numa conversa colorida com uma amiga, eis que o bom senso desceu sobre mim (ou consegui finalmente afastar o véu negro do pessimismo, se calhar foi só isso), e as coisas se fizeram claras!


continuo de acordo com a premissa que motiva este post: a vida é uma troca. mas se quiser ter pudim e gelado à sobremesa (impossível segundo a ideia exposta no início), posso! porque a troca nao é do que podemos ter, senao do esforço que temos de empregar para o conseguir (obrigada paula).


e esta nova visao, além de muito mais justa, perspectiva-se muito mais animadora e impulsionadora da vontade :)


"esta agora convenceu-se que inventou a roda", dirao alguns.
pois... se calhar vou atrás em alguns aspectos do conhecimento pessoal e da vida (vou seguramente, convicta, no entanto de que tempo e energia para lá chegar nao me faltam!), mas a descoberta revelou-se de tal forma... reveladora (é isso!), que simplesmente nao podia deixar de a partilhar.




beijito optimista
ana:)
p.s. e isto tudo porque devia estar a estudar oncologia, mas nao me apetece, de modo que o tiquinho, solidário que está sempre comigo, arranjou maneira de adiar o suplício mais uns minutos. agora que acabou o recreio, vamos lá entao!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

tempo para pausas...

... aparte as costas livres do peso do stress, é uma das melhores partes de estar de férias. as pausas acontecem porque sim, sem que eu assim o deseje, e com uma paleta de motivações muito colorida.

desta feita emimesmei a reflectir numa série de ses. isso do porquê é assunto para outro post, o importante neste caso é: fartei-me de dar voltas ao miolo e há uma coisa que realmente mudaria, se tivesse hipótese de o fazer (aliás, tenho...from now on). se pudesse voltar atrás, mudaria o excesso! cada vez que penso nisto fico maluca com o poder que tem na minha conduta, e o que significa nos resultados das minhas atitudes...

pequenos exemplos, para que fique claro:

- o excesso de confiança torna-me permissiva;
- o excesso de medo torna-me vulnerável;
- o excesso de certeza torna-me arrogante;
- o excesso de vontade torna-me egoísta;
- o excesso de preguiça torna-me desleixada;
- o excesso de inconformismo torna-me amarga...

... dêm-me uma falha ou um defeito, e facilmente encontro um excesso que o justifique (diferente de desculpa, entenda-se!). e o que mais me irrita no meio deste raciocínio é que apesar de ser óbvio, adivinha-se falhanço rotundo na aplicação prática... entre outros motivos, porque o mesmo vem inúmeras vezes de mão dada com a impulsividade (tão eu, e tão limitante no que respeita ao tempo necessário para avaliar o tal do excesso, e a melhor maneira de o diminuir - na impossibilidade de o eliminar)


beijito introspectivo
ana:)

sexta-feira, 27 de março de 2009

mais perto do 6º!

de acordo com o critério eurístico de normalidade, o conceito define-se por factores de ordem pesoal... e neste sentido o exemplo: "não andamos sempre deprimidos, temos dias bons e dias maus..." (o resto não é importante para o caso). eu por cá, estou num dia bom... mais, numa fase boa, bem vistas as coisas!

e para ajudar à festa que é o meu estado de espírito, dei-me conta no caminho de casa, que estou mais perto do 6º... e que o facto não é fruto da sorte, senão do nosso (meu e de quem ajuda e suporta os "momentos escuros") empenho!

estou mesmo contente!


beijito a sorrir
ana:)

p.s. qual bifidus, qual all-bran... 1 exame/dia (matutino, de preferência) é o melhor remédio contra a barriga inchada :D

quarta-feira, 25 de março de 2009

Síndrome do aquário

Seria uma espécie de desconexão transitória e recorrente em relação à realidade, mas sem o chamado apagão. Uma alteração do estado de cosnciência no sentido da maior clarividência, sem factores desencadeantes (ou talvez sim... embora sem evidência científica nesse sentido, pelo que desvalorizados até estudos mais eclarecedores).
Manifesta-se, isso é certo, pela sensação nítida de que se está “do lado de cá do vidro” (diferente de dentro ou fora do aquário, que fique claro). O ruído deixa de ser incomodativo, e faz-se distante e abafado, e quem o experimenta, é como se não existisse. Está, mas não ocupa lugar, nem interfere na realidade à volta, que continua no seu ritmo de caos, acalmia, ou num meio termo entre os dois, em função da situação.
E fica-se assim como um espectador com nitidez redobrada, no que à capacidade de observação diz respeito. As atitudes tornam-se mais transparentes e o objectivo da condutas óbvio na maior parte dos casos. O melhor aspecto da alteração, a ponto de a tornar mais positiva que patológica, é que os cenários, de opressivos passam a hilariantes!

beijito divertido
ana:)


p.s. isto acontecia com muita frequência em terapêutica... a turma mais miúda em que já esttive (sintomático do facto, muito provavelmente, e mecanismo de defesa eficaz, asseguro eu)

quarta-feira, 18 de março de 2009

quê?!

não sei se isto ainda é a ressaca da dermatologia, mas... hoje quando acordei andava uma orca a escorregar nas dunas :D
juro que é verdade, eu vi!
no minuto antes estava uma bióloga (suponho, porque a senhora parecia entendida no assunto) a explicar-me que as baleias que vivem na água são mais difíceis de depilar (é depilar mesmo, que eu quero dizer) porque têm a pele mais grossa, enquanto que as que também andam em terra, têm a pele mais fina. foi quando vi a orca a escorregar nas dunas e a mergulhar na água, e percebi o porquê: essas fazem esfoliação!

o que eu gostava agora, era de ver um psicanalista interpretar uma história rebuscada (ou deverei dizer disfuncional?!) a este ponto! eheh!

a propósito (ou não), a dermato é, definitivamente, uma aposta ganha, e eu estou radiante :) mais uma p'ra riscar na lista (interminável) de cadeiras para este ano (quantas faltam mesmo, zé?!)


beijito a desejar que o bom tempo e a "boa-onda" se mantenham por cá
ana:)

segunda-feira, 16 de março de 2009

a montanha pariu um rato

...foi o q'ele disse. e, afinal tinha razão (bahhh, mas ele é pai, tem de saber este tipo de coisas, né?!:*)
anyway, vamos ao que interessa:

pustulosa, era como estava ontem no fim do dia. o que não é de estranhar, depois do fim-de-semana urticante - enfiada em casa e mandar cabeçadas na parede, e a testar uma nova técnica que o meu mano me ensinou para quando estudar já dói.
na última semana as pessoas viraram micoses superficiais, incomodativas, sarnentas (mais por culpa do meu estado liquenificado - não peçam para explicar, que do comportamento das mesmas, digamos em abono da verdade).
hoje estou como uma cara com acne depois de 4g de isotretinoína... fantástica! (diferente de "pronta p'ra outra")
quanto ao senhor professor (era preciso muito azar para ele ler isto, ainda por cima, antes de corrigir o meu teste,né?!) é um belo exemplar de Malassezia furfur:
uma levedura - fungo, portanto;
produz ácido zelaico, e como tal inibe a melanogénese - a malta fica malhada ou perde a côr em definitivo só de pensar em fazer o exame, tá bom de ver;
induz imunotolerância, devido à acção dos polissacarídeos da parede, tornando crónica a infecção - óbvio que não vai largar o tacho tão cedo, e à conta disso, o pessoal vai ficando com a cadeira por fazer.
beijito dermatológico (ai...eu acho mesmo que ficou feita!)
ana:)
p.s. eu avisei que ia colar de vez, e ninguém me deu crédito... agora aguentem!

domingo, 30 de novembro de 2008

por via de regra

a regra diz que as coisas boas acontecem às pessoas boas. sabe-se lá porquê, outra que a supera (talvez culpa da importância relativa das 2 cabeças que as enunciaram), diz que grandes dádivas não caem no colo de pessoas comuns. e mesmo quando estas (as pessoas comuns, portanto), fruto de 1 estado de coisas enganadoramente ligeiro, acreditam estar a ponto de se converter na excepção que confirma a 2ª regra... a vida por si mesma, trata de desfazer o equívoco, e reconduzir tudo ao devido lugar.

a questão, neste caso, vai mais além disso... provavelmente porque é de família que se fala. e é de tal forma, que qualquer regra perde em absoluto o sentido e a aplicabilidade - que não há muro que se possa levantar contra a vontade de vermos aqueles que amamos realizados, de sorriso contagiante na cara e o peito a explodir de alegria :) a mim anima-me este dar-me conta de que a estrada percorrida não a desenha a mão de 1 qualquer entidade superior, antes a vão condicionando a determinação e as escolhas do caminheiro (bem como a vontade dos protagonistas da história da sua vida, está fácil de entender...).

assim sendo, eu brindo a essa vontade (diferente de vento, sim!) que pode mais que a regra, e atrevo-me a desafiar a sorte a manter-se firme no que às vezes parece ser o ideal de me tornar descrente no facto comprovado de que "tudo é realmente possível", e que a realização dos projectos de vida depende mais do empenho de cada um, que do que a vida possa oferecer!

beijito satisfeito

ana:)

p.s. livra-te de, por medo ou preguiça defraudares as minhas expectativas de te ver brilhar de realização... não só te nego a sopa, como te abandono à justiça do "desenhador"...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

há lições difíceis de encaixar

começo a acreditar que vou chegar ao final deste bloco completamene descrente no mundo e nos Homens. eu, que sempre 1 miúda optimista, das que opta por ver o mundo às cores e aprender com os momentos escuros que se vão nterpondo no caminho.
desta feita, à custa da medicina legal, até a minha fé na vida e na bondade das pessoas, anda a arrastar-se sem erspectiva de melhoria nos próximos tempos.
ainda que me esforce em sentido contrário, o tico insiste (e tem levado a melhor nesta nossa teima), e reflecte vezes sem conta nos episódios que temos ouvido, e nas experiências que temos vivido.
bem sei que há pessoas más, capazes de desejar o mal alheio (e de se empenhar a fundo na sua concretização). também sei que há gente doente, desprovida de razão, e portanto, incapaz de distinguir o certo do errado. eu até entendo que existam acessos pontuais de fúria em que se tolda a visão e o bom-senso, e é possível cometer actos insanos. mas, maningar planos rebuscados, com o intuito único de produzir sofrimento ou tirar a vida (própria ou alheia)... que raio de força demoníaca se apodera destas pessoas?! a que nível de loucura será necessário chegar para que culpa, remorso e dor incomodem menos que o cabelo solto num dia de vento?!
estudo para aprender a salvar e a melhorar a qualidade de vida, porque é essa a tarefa a que me quero entregar. nao sei se é por isso, se porque sinto que 1 qualquer entidade "maléfica" me tenta usurpar à froça de confrontação com 1 realidade disfuncional (e que, não correspondendo à maioria dos casos, ainda assim se refere a 1 percentagem significativa dos mesmos), dou por mim zangada com a situação, tenho a alma dorida, durmo com a luz acesa e luto por manter os olhos abertos e assim evitar imagens "desanimadoras".
é nestas alturas que, a bem do equilíbrio e da minha sanidade mental, recorro à sabedoria alheia e penso que "até isto passará" (não convicta ainda assim, de que seja esta realmente a opção mais acertada...).
beijito relutante
ana:)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

super-poderes :)


todos devíamos nascer com um super-poder! Isso mesmo, a tal da entidade criadora, tendo em conta o feitio, e o plano traçado para cada novo objecto de criação, devia seleccionar um super-poder para lhe atribuir. saliente-se que já nem me refiro ao direito de escolha que cada um deveria ter sobre esse super-poder, pelo que me parece bastante moderada a presente revindicação. (e não me venham com darwinismos e evidências científicas, que a bem da sobrevivência deste meu raciocínio sou, de momento, a melhor amiga e a mais fiel seguidora de Lineu!)

além do mais, não é justo, visto que há por aí muita gente dotada de capacidades extraordinárias, e às vezes em número plural! é vê-los,
- os que nascem capazes de estabelecer um número de sinapses muito acima da média;
- os que multiplicam as horas do dia, e fazem em 24h, coisas que eu não sonharia fazer em menos de 36;
- os que têm comando com botão on-off para a consciência (confesso que este, uma vez que me parece característico dos felizes contemplados, viver em estado off);
- os “transformistas”, dissimulados de uma forma doentia, e crentes de que poderão sempre refugiar-se na sua pele de cordeiro, e sair impunes quando na verdade são culpados (este é um falso poder...gasta-se! a largo prazo perde o efeito e o suposto dotado acaba com a careca a descoberto);
- os que têm um coração DESTE tamanho, e que geralmente são insensíveis à dor e ao sofrimento próprios, e são capazes das maiores proezas pelo amor que têm ao próximo;

eu, cá por mim, se pudesse escolher, queria o super-poder do teletransporte (e não vale dizer “eu também”, escolhi primeiro!). seria um estado de coisas perfeito. não é que agora esteja mal, nem coisa que se pareça, mas entenda-se, a insatisfação e o desejo de melhoria são inerentes à condição humana (ou pelo menos assim deveria ser, mas isso já é assunto para outra reflexão) e, nesse sentido, não me fica mal a vontade de ver melhorados alguns aspectos da realidade actual :) mas, voltando à minha escolha, já se imaginaram com a capacidade de desaparecer daqui... e reaparecer... ali (onde apeteça!), no mesmo momento?!

- no fim de um dia de estudo – “estou estoirada, vou dar um mergulho ao Bilene”;
- estou na emigração e o mano faz anos – “parabéns, mano! toma lá um xi”;
- num daqueles momentos em que a companhia (não escolhida na maioria das vezes) não cessa o blá blá blá, mas também não desenvolve o tema – zzzzzzpt... “ond’é q’éla foi?”;
- já em Celorico, no caminho para Salamanca – “chiça penico, esqueci-me das botas” ...zzzzpt... “eh! eh! afinal já não!”
......................................


reli-me... continuo a fazer sentido!


beijito teletransportado (sentiram?!)
ana :)

p.s. não contem a ninguém, mas enquanto passava mais este devaneio para o papel, escrevi “supervivencia”, em vez de “sobrevivência”... o tiquinho é que me chamou à razão. lá terei de aceitar a minha condição, e pôr o “meu querido mês de Agosto” como toque do telemóvel, né?!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

amarelo...


… é seguramente a cor do desespero. de outra forma não se explica a extraordinária mudança de cor do mr leximatic (o peixe albino que o meu mano recebeu pelo natal), que asseguro, era de um branco quase imaculado antes de se ver encurralado no mesmo espaço que o alucinado que lhe saiu por companheiro! eu acredito que o preto não faça por mal mas…por Deus, é impossível de aturar! além da hiperactividade, extenuante para quem se veja obrigado a acompanhar-lhe o ritmo, tem uma panca pelas bolhas da bomba de oxigenação, como nunca vi! é completamente louco! suspeito que o amarelo só ainda não saltou borda fora para uma morte lenta mas libertadora, porque o aquário tem tampa (se me esquecer da mesma fora do sítio…é eutanásia, ou a coisa passará sem consequências - pelo menos do ponto de vista jurídico – para o meu lado?!).
talvez seja sintomático do SPE (Síndrome Pré-Exame), mas ultimamente dou comigo perdida a olhar para os peixes… e claro que já tenho opinião sobre o assunto :)

- se o preto falasse, seria do estilo “burro do shrek”, num constante “escolhe-me a mim, escolhe-me a mim! Já viste a máquina das bolhas?! É fixe, não é?! Olha o que eu sei fazer! E assim, consegues?! Hey, olha bolhas, não queres brincar com as bolhas?! Não achas giro dar cambalhotas?! Tens cócegas? E aqui?!”. aquele tipo exasperante, que não se cala nem amordaçado, dorme quando finalmente entra em coma por esgotamento, e que gira constantemente à nossa volta e se ensarilha nos pés! (mano, reconheces alguém nesta descrição?!)
- o (ex)albino, por seu lado, aposto que dava tudo para ter braços e poder fazer uso de violência. e se falasse já tinha mandado o alucinado ver se conseguia passar no filtro! o pobre bem que tenta afastar-se dele e virar-lhe costas, mas nos escassos 200 cm3 do aquário, as hipóteses de fuga são muito limitadas! além do mais, como a tentativa de virar transparente fracassou, e o peixe está cada vez mais amarelo, passar despercebido também já deixou de ser hipótese a considerar.

eu por cá, queixo-me de ter muito que estudar, mas afinal consigo tempo para estarrecer a olhar para o aquário, para tecer juízos de valor acerca do que observo, e ainda para os partilhar convosco. partindo do princípio (mais que comprovado) que o tico é “monocanal”, conclui-se que o cenário não pode estar tão negro como o vejo!

beijito a desejar o dia 12 de fevereiro (último exame desta ronda)
ana:)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

é uma menina!


foi o que o doutor disse, quando a tirou da barriga da mãe, entretanto completamente pedrada pela anestesia (e eu aposto que, ao mesmo tempo também reparou, ainda que não o tenha verbalizado, tratar-se da menina mais bonita que alguma vez ajudou a nascer!).

o que o bom do doutor se esqueceu de referir, foi uma série de outras características da princesa:
- nasceu retorcida como a haste do bicho que lhe dá nome ao signo;
- obstinada como só ela, é incapaz de aceitar um “quase” como resultado, e insiste até atingir os objectivos pretendidos;
- avessa ao parasitismo, à acefalite e à permissividade, ferve fácil frente a demonstrações do género;
- transparente em demasia num par de situações, dispara o automático antes de ter tempo de apertar o botão vermelho – omite-se o resultado, pelos motivos óbvios;

eu por cá, acho que é uma afortunada! senão veja-se: ainda não sei bem como, mas conseguiu dar a volta à cegonha, que a deixou cair no colo de dois papás maravilhosos, e que ainda por cima aceitou o suborno e trouxe o mano perfeito uns anos depois. tem mau-génio sim, mas um coração grande e extensível, sabe aproveitar as coisas simples da vida (e fá-lo com gosto), e alegra-se com a felicidade alheia. não deseja apenas, antes corre atrás da satisfação do objectivo cumprido, sem se deixar intimidar pela dificuldade ou pela distância do percurso, e sem problemas em aceitar (e superar) umas quantas quedas pelo caminho. porque uma qualquer entidade superior se aplicou nesse sentido, ao longo da vida foi sendo brindada com amigos coloridos, conquistas e muitos motivos para manter o sorriso colado na cara.

acima de tudo, é como a própria afirma: apesar de ter nascido a roçar a parvoíce, é feliz no actual estado de coisas, de modo que, enquanto puder continuar assim, prefere não mexer... para não estragar!

beijito de parabéns, nita :)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

..."incomoda como andar à chuva" :)

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…


Hoje apetece-me este!

Às vezes sou assim... tão deliciosamente Caeiro - o senhor não acertava tudo, é verdade, mas esta filosofia de não ter filosofia, apenas sentidos... é de mestre, há que admitir (ainda que nem sempre fácil de aplicar ao quotidiano). De qualquer forma, enquanto me fôr possível ir tendo pequenos rasgos desta lucidez, acho que vou conseguir manter-me saudável.

beijito sentido:)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

sou um girassol!

porque sim.
porque não consigo evitar ser a flor mais divertida quando te vejo assim:
a subir, mais que a descer;
a seguir em frente, mais que a derrapar;
a soar, tu e ela, como um só;
a procurar a perfeição naquilo que fazes;
a rir na cara dos fantasmas e dos monstros reais, mais do que a escondê-la na almofada;
a dar o corpo ao manifesto ao jeito carpe diem, sem medo do que vai ser amanhã;
a acreditar que, por muito negro que se ponha o cenário, as coisas podem (e vão) melhorar;
a lutar para que o equilíbrio regresse e se vá mantendo por perto...

...por isso, e sem abreviaturas, sou um girassol e gosto muito de ti:)

mana gande:)

p.s. que me perdoem os restantes leitores, comentadores e afins... mas eu tinha mesmo que deixar esta msg.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

pelo direito à mudança de vontade ;)


Até os "maiores desejos" sao relativos.
Acredito que o universo conspira para que se cumpram as vontades mais profundas de cada um. De verdade, creio na existencia de uma série de forças que se organizam de modo a que as coisas corram de feição e possamos encontrar o equlíbrio de fazer aquilo para que nos sentimos vocacionados.

- e que não se confunda vocação com destino, que isso é próprio do espírito preguiçoso, incapaz de arregaçar as mangas e decidir de acordo com a própria vontade (palavra desconhecida pelos exemplares desta espécie, na assustadora maioria dos casos) -

De qualquer forma, a dúvida é: quando se altera o desejo que pediríamos ao génio da lâmpada (por motivos diferentes da sua realização), as referidas forças universais metem pé ao travão, reduzem para segunda e saem no desvio seguinte? Ou a máquina está de tal modo programada que não permite alterações da rota em função da volatilidade do espírito? Bem vistas as coisas, este panorama, além de pouco animador, sería altamente injusto... que a dita alteração de vontades é, geralmente, consequência da alteração das condições iniciais.
Eu por cá, prefiro pensar que há aspectos ocultos na relação entre o génio e o aladino, e que o rapaz, humano que era, também teve direito à indecisão. Assim sendo, e também porque é nisso que quero acreditar... sim, se as vontades podem mudar com os tempos (e o povo costuma falar acertado), também o universo é flexível ao ponto de conspirar ora num sentido, ora noutro, com o objectivo último de que se cumpra a felicidade de cada um.

beijito a desejar diferente (e ainda com todas as forças)
ana:)

domingo, 23 de setembro de 2007

manifesto - desde 27 de julho à espera de se poder fazer público :)

Há confusões do caraças!
Há os pais e há os filhos... e os pais que não entendem (ou se recusam terminantemente a reconhecê-lo) que a história de uns e outros, não pode nem deve (a bem da saúde de todos) ser escrita pela mesma mão.
Eu entendo que os mais velhos desejem com todas as forças (e se esforcem ao máximo nesse sentido) um caminho brilhante, pintado dos tons mais alegres, para as respectivas crias. Não entendo nem aceito, contudo, que o queiram percorrer por eles. Tão pouco que se gastem (e que nos gastem a paciência a nós) a decidir a direcção a escolher, o meio de transporte, a bagagem, a companhia, e a música para a viagem!
Não está certo! Não é saudável! É cansativo. Mais, dolorosamente cansativo para o filho que exaspera a tentar perceber o mundo com os seus sentidos, pensar por si, a procurar o seu contexto! Até porque, as duas histórias estão íntima e definitivamente ligadas por esse elo que chamamos filiação, e que implica outros como o amor, o respeito e o desejo de felicidade mútuos... sem necessidade de trelas apertadas, chantagens castradoras, projecções de umas vidas noutras. Pais e filhos serão sempre pais e filhos, os dois lados da relação humana mais perfeita (tanto mais, aliás, quanto maior a liberdade com que ambos a vivem). E as misturas das vontades, desejos e medos de uns e outros, as invasões de umas vidas por outras, resultam, obviamente, em confusão. Porque, ainda que a princípio possa fazer algum sentido (para o usurpador dos referidos marcos individuais) e pareça um exercício controlado... o caos produzido acaba inevitavelmente por se revelar. Na forma de filhos descontentes consigo e com a vida, porque são marionetas que ilustram uma história contada pelos pais, de pais frustrados e infelizes, porque os filhos não aceitaram a “sugestão” de sair na segunda à esquerda, como lhes indicaram ou, no pior dos cenários, na forma de crias e progenitores infelizes e atreitos a discórdias...resultado da luta pela libertação, no caso dos primeiros, e pela manutenção (ou estreitamento, nos casos mais problemáticos) do elo que já não é mais de união entre ambos!
A história é clara! Pais e filhos, uns com outros, mas não uns nos outros. Para que as histórias de ambos sejam dotadas de um propósito e de uma individualidade que, bem vistas as coisas, faz parte da pessoa e da vida de cada um.

beijito determinado:)

sábado, 22 de setembro de 2007

viagens...

Hoje o meu relógio largou a correr e só parou na infância. E foi delicioso. Reencontrei um senhor que já era apenas uma memória das férias de verão da ana pequenita! Um desses velhinhos de pele enrugada e muito curtida pelo ar salgado da praia. Desses que falam pouco, mas têm histórias para nos entreter um dia inteiro. Dos que sabem o que dizem as núvens e conhecem de cor as manias do mar. Os que acertam sempre no “tempo que vai fazer amanhã” e sabem a data exacta em que o vento vai deixar de arrastar núvens para cima da nossa praia.

(considerações de 20-7-07... no algarve, de férias com os papás e o mano)